Amores de arquivo
Reconheço agora que continuo a amar todos os amores do meu passado.
Uns mais do que outros e todos de formas diferentes, mas no passado também foi assim.
Não é um sentimento do dia, quotidiano, vivo e dinâmico, daqueles que contêm em si todo o universo de possibilidades do futuro.
É um sentimento mais pasteurizado. Ou talvez, criogenizado.
Estável, quieto, arquivado.
Imutável como a memória de que se alimenta. Ou mais ainda.
Mas não deixa de ser um sentimento de amor.
E não deixa de ser, (e)ternamente, belo.


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