Tuesday, March 29, 2005

Pazcoa


Na noite do dia de Páscoa,
sonhei que era Foz Coa,
era água, rio, onda e mar

Um terno abraço, desaguava
torrente salgada e quente,
sílaba, lágrima, sangue, dor

O íntimo reflexo, rasgava
ambos lados da pedra,
perda, escolha, cinza lunar

Uma suave carícia, desenhava
figuras de arquétipo humano,
memória, sonho, tempo, cor

Mas a doce partilha, serenava,
p’la antiguidade reconhecida
na cumplicidade do olhar


---

Ao despertar, quis saber o que perdera:
Olhei para o lado, depois para dentro, e
estava lá tudo, menos a Foz –

Afinal, na realidade, era Paz...

1 Comments:

At 6:52 PM, Blogger Paula Raposo said...

Estou simplesmente a adorar a tua poesia!

 

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