Pazcoa
Na noite do dia de Páscoa,
sonhei que era Foz Coa,
era água, rio, onda e mar
Um terno abraço, desaguava
torrente salgada e quente,
sílaba, lágrima, sangue, dor
O íntimo reflexo, rasgava
ambos lados da pedra,
perda, escolha, cinza lunar
Uma suave carícia, desenhava
figuras de arquétipo humano,
memória, sonho, tempo, cor
Mas a doce partilha, serenava,
p’la antiguidade reconhecida
na cumplicidade do olhar
---
Ao despertar, quis saber o que perdera:
Olhei para o lado, depois para dentro, e
estava lá tudo, menos a Foz –
Afinal, na realidade, era Paz...


1 Comments:
Estou simplesmente a adorar a tua poesia!
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